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O fim do motor a combustão, qual sua opinião?

14 de agosto de 2017 / 287 / Tudo sobre esportivos!
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O fim do motor a combustão, qual sua opinião?

No último mês, uma chuva de notícias envolvendo o fim do motor a combustão tomou conta da mídia.

A montadora sueca Volvo e o governo da França fazem planos para só colocar carros elétricos nas ruas. Mas estamos ainda longe de um trânsito 100% elétrico, segundo a revista Época desta semana. O que nós fez lembrar de uma documentário muito interessante que já em 2013 discutia a questão de produção de eletricidade suficiente para o abastecimento dos veículos.

Quem ressuscitou o carro elétrico? Será o fim do motor a combustão?

A questão central do documentário de Chris Pane, Who killed the eletric car? (2006), se inverteu nas páginas das revistas e dos sites especializados na primeira semana de maio de 2013 e vale a pena relembrar, pois continua sendo um assunto muito atual. Se nos anos 90 a indústria petrolífera foi o alvo da irritação de Pane, acusada de lobby contra os carros verdes, a questão central hoje é a produção de eletricidade suficiente para o abastecimento dos veículos.

Por parte das montadoras, estava tudo certo. Algumas das mais fortes do mundo já anunciavam a comercialização dos autos, que há dois anos atrás ainda eram apresentados sob a rubrica concept. Híbridos e Elétricos prometeram fazer o baile no Salão de Genebra em 2012 e fizeram.

A BMW lançou o i8 e apresentou o compacto elétrico i3, a Porsche apostou no desempenho do 918 Spyder Hybrid e a Ferrari apresentou oficialmente, ao entrar do ano, o seu primeiro híbrido, o F 70, com motor de combustão de 750 cavalos e mais 100 produzidos pelo motor elétrico (veja o vídeo ao final do texto).

BMW i8 2018 deve chegar com 425 cv

2018 BMW I3

 

Quando no Brasil veremos o fim do motor a combustão?

O mercado brasileiro ainda teve de esperar um pouco mais para receber veículos híbridos como uma opção vantajosa para compra, em parte pela estrutura de abastecimento no país. É claro que para o meio ambiente os benefícios são indiscutíveis e desejados por todos nós.

A promessa de 30% menos em emissão de carbono do F 70 Ferrari, por exemplo, significa muito para as condições climáticas atuais. A promessa de 100% de eletricidade limpa nos motores significa ainda mais.

Mas, para que o Brasil não freie a proposta dos motores elétricos e híbridos, será necessário o investimento em infraestrutura e na produção de energia elétrica em curto prazo. Em nosso país ela não é abundante e não resistiria a uma frota de 40 milhões de motores elétricos nos próximos 10 anos.

Há como produzir energia para abastecimento real de todos os carros elétricos no Brasil?

Isso como prognóstico, se comparada à frota atual de motores combustíveis, segundo dados do Denatran. Estudos da Andrade & Canellas (A&C), consultoria com sede no Rio e em São Paulo, calcularam, em 2011, que o Brasil deveria ter um parque gerando mais 190.108 gigawatts-hora (GWh) por ano, se toda a frota fosse elétrica. Isso significaria a necessidade de mais três hidrelétricas como a Itaipu — a maior do mundo.

É claro que a renovação de uma frota dessas não se faz da noite para o dia, então prevalece o espírito otimista sobre o assunto.

Em 2013, a frota de híbridos não passava de 500 unidades no Brasil,  os totalmente elétricos eram raros . O mais popular seria o Ford Fusion Hybrid, importado do México, que custava cerca de 140 mil reais, 50 mil a mais que o modelo a gasolina. No mesmo perfil apareceu também o Prius Toyota. O desempenho surpreendeu. O carro da Ford roda mil quilômetros com um tanque de 60 litros, graças ao suporte do motor elétrico. Em veículos de alta performance a expectativa de economia é maior.

Esportivos vão aderir ao fim do motor a combustão?

O 918 Spyder promete o consumo de 3 litros para 100km. Nos testes, o i8 rendeu 2,7 litros em 100km.

Parece que os modelos elétricos enfrentam mais barreiras que os híbridos atualmente. Luiz Carlos Mello, diretor do Centro de Estudos Automotivos – CEA, é um crítico dos motores elétricos.

Segundo o jornal Zero Hora, Mello sugere que o país descarte o modelo elétrico e volte a investir no projeto Pró-Álcool, além de pesquisar motores a gasolina de maior eficiência. — É crime de lesa-pátria apostar numa tecnologia de incubadora tendo o Pró-Álcool ao dispor — critica o especialista. Será? Todavia, as montadoras investem em testes para a parte de combustão do motor com o etanol.

A discussão é polêmica. Mas, se considerarmos o investimento das montadoras, o futuro é promissor. Somam-se a excelente potência dos motores desenvolvidos hoje, o conforto e o silêncio do motor elétrico, a economia dos híbridos e a necessidade de melhorarmos nosso equilíbrio ambiental.

Resta-nos torcer pela produção sustentável de energia elétrica e pela saúde das economias mundiais nos próximos anos. O valor do 918 Spyder Hybrid  divulgado fica entre os U$ 850 mil e U$ 1 milhão. O BMW I8 tem valor estimado em pouco mais de 100 mil euros. Vamos aguardar.

PORSCHE OFFICIAL VÍDEO: 918 Spyder Hybrid:

Será mesmo o fim do motor a combustão ?

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