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Porsche, uma história de corridas – Parte 2

6 de novembro de 2017 / 383 / Tudo sobre esportivos!
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Porsche 787, a entrada da Porsche no Grand Prix

Em 1957 a Porsche converteu o Porsche 718 1500 RS-K em um monoposto. Instalou um motor de quatro cilindros boxer de duplo comando de válvulas e 190 cv. Para disputar o campeonato de Fórmula 2 de 1960, o carro renomeado para Porsche 787 conquistou com Stirling Moss, Grahanm Hill e o Sueco Joakim Bonnier o triplo triunfo em Aintree Inglaterra. Nürburgring (Alemanha), Zeltweg (Belgica) e Modena (Italia) também testemunharam as vitórias da Porsche. Juntamente com Barth e Hans Herrmann, Wolfgang Count Berghe von Trips a Porsche enfrentou Cooper e Ferrari e venceu o Campeonato de construtores de 1960. Em 1961 o Porsche 787 serviu como porta de entrada da Porsche no Grand Prix, disputando a Formula 1.

Feito para as provas de Grand Prix, o Porsche 787 venceu em 1960 batendo Cooper e Ferrari

Porsche 804

Substituindo o 787, em 1962 a Porsche coloca no campeonato de Formula 1 o Porsche 804. Foi introduzido o lendário motor boxer de 8 cilindros arrefecido a ar, duplo comando de válvulas e 1.5L e quatro carburadores Webber. Esse motor tinha uma curva de potência acima até que os motores de F1 atuais e foi percursor inclusive dos motores utilizados pela McLaren na década de 1980. Apesar do motor eficiente, o carro não tinha tantas inovações quanto os concorrentes que já utilizavam rodas de liga leve e injeção de combustível. Os 180 cv a 9.200 rpm impulsionaram o Porsche 804, guiado pelo lendário Dan Gurney, a conquistar a única vitória da Porsche naquele ano no GP da França. Também foi reivindicada pela Porsche a vitória no Solitude GP, uma corrida fora do campeonato. Ferry Porsche considerava a Formula 1 muito dispendiosa e esse foi o último ano da Porsche como equipe oficial da categoria. A intenção de Ferry, o que ele acabou fazendo, foi investir os esforços e colocar o motor do Porsche 804, com cilindrada aumentada, em outras categorias mais lucrativas.

O último carro oficial da equipe Porsche na Fórmula 1 com motor Boxer 8 cilindros.

Porsche 904 mais conhecido como Porsche Carrera GTS

Após a saída da Fórmula 1, Porsche investiu suas fichas de competição nos Sportcars. Em 1963, correndo pela temporada de 1964, estreou o Porsche 904. Substituto do vencedor Porsche 718, haviam planos de colocar um motor boxer de 6 cilindros, mas seu desenvolvimento atrasou. Ferdinand Porsche considerou mais prudente equipá-lo com o motor 4 cilindros mais complexo do mundo. Boxer com 1966 cm3 e 196 cv e duplo comando de válvulas e câmbio de cinco marchas. Fazia de 0 a 100 km/h em menos de 6 segundos, chegava aos 260 km/h. O coeficiente aerodinâmico era de 0.34. Construído com chassi em longarinas de aço e carroceria em fibra de vidro o Porsche 904 era leve e rápido. Para disputar o campeonato FIA – GT foi lançado o Porsche 904 Carrera GTS. É necessário que sejam vendidos ao público uma certa quantidade de carros, homologados, com as mesmas especificações daquele que está nas pistas. Com planos de produzir 100 carros a Porsche recebeu 108 pedidos, o número de carros produzidos.  Para atender a demanda, 20 Porsche 904 foram produzidos em 1965 com o motor Boxer 6 cilindros que equiparia o Porsche 911. Também foi tentado produzir alguns Porsche 904 com o motor 8 cilindros do Porsche 787, com sua cilindrada aumentada para 1966cc e potência de 225 cv. Infelizmente essa versão tinha o péssimo hábito, segundo a Porsche, de explodir os volantes do motor.

O Porsche Carrera GTS iniciou a sigla GTS para a Porsche. Sigla que é sinônimo de luxo, sofisticação e velocidade na Porsche

A vitória estava inerente para um carro tão espetacular.

Após a quebra em Sebring em 1964, com problemas de embreagem, o Porsche 904 obteve o primeiro lugar geral no Targa Florio. 3º em Nürburgring e uma corrida perfeita em LeMans. As duas vezes que disputou, todos os cinco iniciantes terminaram, colocados no top doze em geral, entre muitos carros muito mais poderosos. Os Porsche 904 mostraram durabilidade notável. Eles “quase sempre” terminaram, e em Reims 1964, um carro de clientes novo de Stuttgart, levado à pista, ganhou sem a necessidade de peças sobressalentes. Em 1964, o Porsche 904 acumulou uma 1-2 na Targa Florio e vitórias de classe no Spa, Sebring (co-dirigido por Briggs Cunningham e Lake Underwood), Nürburgring, Le Mans, Watkins Glen, Zandvoort, Canadá e 1000 Km de Paris. Além disso, ganhou eventos de reunião, incluindo a Tulip, Munique-Viena-Budapeste, Genebra e o “altamente aclamado” Rally Alpino. Em 1965, os resultados foram “igualmente impressionantes”, vendo vitórias nos encontros espanhóis, Rossfeld, Hellbronner e Gaisburg. Obteve uma vitória de classe em um exausto Monte Carlo Rally, que viu apenas 22 chegarem ao fim, de 237 iniciantes. Além disso, os 904 ganharam sua classe no 1000 km de Monza,Targa, Spa, Daytona Continental, Le Mans e Zandvoort. Entre outros, repetindo sua vitória no título E-Sports e adicionando um campeonato de construtores SCCA.

Porsche 906 ou Carrera 6

Pelo mesmo motivo que impediu o Porsche 911 de se chamar 901, a “propriedade do nome de carros com o 0 entre dois algarismos” de posse da Peugeot, o Porsche 906 foi conhecido por Carrera 6. A construção em chassi tubular e carroceria de fibra de vidro o fazia muito leve, menos de 620 kg, um motor boxer de seis cilindros e apenas dois litros capaz de entregar 210 cv a 8.000 rpm e 20 mkgf de torque a 6.000 rpm. Além disso, o ronco do boxer girando alto é absolutamente épico! Chegando aos 273 km/h de máxima, o substituto natural do Porsche 904 foi produzido para derrotar os italianos da Ferrari nas novas regras do Grupo 4 do FIA GT em 1966. Façanha que conseguiu, mas no meio do caminho tinha um Ford GT40, tinha um Ford GT40 no meio do caminho. O bólido americano acabou dominando as provas de endurance entre 1966 e 1969. Seguido de perto pelo Carrera 6, que logo em sua estreia, nas 24 Horas de Daytona naquele ano, ele chegou em sexto — à frente das Ferrari, mas atrás do Ford. Em Le Mans, conseguiu uma marca histórica: terminar com em quarto, quinto, sexto e sétimo lugares — ainda atrás de três Ford GT40, mas à frente dos protótipos de Maranello. As vitórias vieram por classes nos 100 km de Spa e 1000 km de Nürburgring.  Willy Mairesse/Gerhard Müller, dirigiram seu Porsche 906 particular e tiveram vitória geral em Targa Florio 1966, quando os carros da fábrica falharam.

O Porsche 906 foi espetacular, mas viveu à sombra do Ford GT 40

Porsche 910

O Porsche 910, também conhecido como Carrera 10, foi a sequência da linha do 906. Internamente foi chamado de 906/10. As diferenças básicas do Porsche 906 são as rodas e pneus de 13 polegadas, advindos da Formula 1, com a porca central, em substituição às 5 porcas usadas no Porsche 906. Os motores utilizados foram o boxer 6 cilindros 2.0 L de 200 cv e e o boxer 8 cilindros 2.2 L de 270 cv. Foi produzido entre 1966 e 1967 e tinha como rivais as Ferrari Dino e o Ford GT 40, com motores V12 e V10 bem maiores. Permaneceu como carro oficial da fábrica por apenas um ano, mas em sua curta vida teve uma vitória marcante nos 1000 km de Nürburgring em1967. Seis carros levados pela Porsche, sendo três 2.0L e três 2.2L, dois 8 cilindros quebraram, os quatro carros restantes chegaram nas quatro primeiras posições, sendo o 8 cilindros o 4º colocado. Primeira grande conquista da Porsche no campeonato de Sportscars após o Targa Florio de 1956 e as 12 h de Sebring em 1960. Uma versão aberta do Porsche 910, com motor 8 cilindros chamada Bergspyder também fez história vencendo o campeonato de Hillclimbing de 1967 e 1968, batendo a potente Ferrari V12.

Nome interno na Porsche de 906/10, por conta de sua pouca variação ao 906 original. E dois mores, de 8 e 6 cilindros.

Fazendo as pazes com a vitória no GT para o Porsche 907

Um modelo ainda melhor foi introduzido em 1967 para disputar as 24 h de Le Mans. A Porsche seguiu o conselho de Ferdinand Piëch, neto de Ferdinand Porsche, e colocou o piloto no lado direito do Porsche 907. Tal mudança trouxe vantagens para os circuitos no sentido horário. Como seu antecessor, o Carrera 6, o chassi era tubular e a carroceria de fibra de vidro e plástico. Chamado também de Longtail, por ter a traseira alongada, alcançava com seu motor 2.0L de 6 cilindros e 220 cv os 203km/h. Ainda assim, ficou atrás do Ford GT 40, com seu motor V10 7.0L e também da Ferrari com seu enorme V12 no ano de 1967. Ao fim desse ano, a Porsche começou a testar o motor de 3.0L, antecipando a mudança de regras da categoria. Cartada certeira que levou o Porsche 907 a várias vitórias em 1968 após o banimento dos motores gigantescos de Ferrari e Ford GT 40 nas novas regras. Como os rivais não tinham experiência com motores menores o Porsche 907 faturou em 1968 as 12 h de Sebring e as 24h de Daytona. Na prova americana, por causa do calor, os pilotos usaram coletes refrigerados a óleo desenvolvidos pela NASA.

Com as mudanças de regras da FIA, a Porsche voltou a ganhar

A década de 1960 foi de produção intensa para a Porsche. Ainda não acabou, veja na parte 3 os grandes ícones que atravessaram décadas.

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