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Porsche, uma história de corridas – Parte 6

28 de novembro de 2017 / 408 / Tudo sobre esportivos!
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A década de 1990 foi marcada por mudanças em campeonatos tradicionais de automobilismo. A entrada definitiva do controle eletrônico nos carros e desempenhos impressionantes. A Porsche não poderia ficar para trás, apesar de ter competidores fortes, inclusive entre as grandes alemãs, Stuttgart não deixou barato. Foram produzidos nessa década, alguns dos novos clássicos que ecoam até hoje.

 

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A desastrosa volta da Porsche à Formula 1

A Porsche voltou a F1 em 1991 como fornecedora de motores para a Footwork Arrows, no entanto, com resultados desastrosos. Os carros Footwork Arrows alimentados com o Porsche 3512 duplo V6. Com excesso de peso , pois pesava 400 kg, a Porsche forneceu por 6 das 16 corridas, sem marcar nenhum ponto. De acordo com vários relatórios, inclusive do designer da McLaren Alan Jenkins, o motor era, de fato, 2 motores TAG V6 usados ​​pela McLaren de 1983 a 1987, combinados e sem os turbos. No GP da França daquele ano, a Footwork substituiu a Porsche pela Ford, mas continuou sem resultados. A Porsche não participou da Fórmula 1 desde então. De acordo com relatos da Arrows, o maior problema do 3512, além da falta de potência, foi um grave problema de inanição de óleo que muitas vezes levou a uma falha do motor. Durante o Salão do Automóvel de Paris 2010, o presidente da Porsche, Matthias Mueller, fez uma declaração sugerindo um possível retorno da Porsche à Fórmula 1. Especificamente, Mueller declarou que Porsche ou Audi competirão em Le Mans, enquanto o outro passaria para a Fórmula 1. Anteriormente, Wolfgang Ulrich, chefe da Audi motorsport, já havia afirmado que a Audi e a Fórmula 1 “não se encaixam”. Aguardem cenas dos próximos capítulos.

 

O carro da Footwork 1991 equipado com o motor Porsche V12. Uma mancha na história de Stuttgart.

 

Dauer 962 Le Mans

Criado pelo alemão Jochen Dauer para equipe Dauer Racing, o Dauer 962 Le Mans foi campeão das 24 Horas de Le Mans 1994, com apoio da Porsche. Baseado no lendário Porsche 962, foi produzido entre 1993 e 1997. O modelo era equipado com um motor flat 6, produzido pela Porsche e preparado pela própria Dauer. O motor 3.0L de duplo cabeçote 24 válvulas, com um turbo para cada bancada de 3 cilindros. Os turbocompressores da marca KKK com pressão controlável entre 1,8 e 2,5 bar, geravam até 730 cv a 7600 rpm e torque maximo de 71,4 Kgf/m a 5000 rpm. O impressionante é que cerca de 80% de seu torque já esta disponível a 2500 rpm. O 962 Le Mans fazia de 0 a 100 Km/h em 2,8 segundos, e de 0 a 200 Km/h em 7,3 segundos. A velocidade máxima estimada em 402 Km/h e o preço na época de lançamento de US$1.000.000,00.

 

Derivado do Porsche 962, o Dauer foi preparado para vencer e venceu Le Mans em 1994

 

Porsche GT2

Uma série de novos concorrentes ganharam da Porsche no início dos anos 1990. Com vitórias de Mercedes (1990), Jaguar(1991) e Peugeot(1992), o Wolrd Sportscar Championship teve seu fim e não houve campeonato similar em 1993. Nesse ano a Porsche desenvolveu com base na geração 993 do Porsche 911 Turbo, um carro com objetivo de atender as regras da classe GT2. O mundo conheceu então o Porsche 911 GT2. O motor flat 6 com 3.6L refrigerado a ar e 4 válvulas por cilindro e dois turbos KKK gerava 483cv, levava o GT2 de 0 a 100 km/h em 3,7s e máxima de 319km/h. De 1994 a 1996 foi criado BRP global series , que subistituiu o WSC, o Porsche GT2 dominava sua categoria e foi criado o Porsche GT2 evo para a categoria GT1. O Porsche GT2 também ganhou as 24 horas de Le Mans na sua categoria em 1996 e 1997. Em 1998 não conseguiu vencer o Viper GTS. Todas as próximas gerações de Porsche 911 tiveram suas versões GT2, com seus devidos sucessos, principalmente com equipes particulares. A atual versão é o Porsche GT2 RS da geração 991. São 700 cv, 0 a 100 km/h em 2,7s e 340 km/h de máxima. Em setembro de 2017. no circuito de Nürburgring, bateu o record de volta mais rápida de um carro de produção.

O Porsche GT2 participa desde o seu lançamento de diversas competições. É um sucesso sempre.

 

Porsche GT1

Após ter dominado as corridas Sportscars durante os anos 70 e 80, a Porsche via carros que foram versões de carros de rua modificados, como o McLaren F1 e Ferrari F40, dominarem as pistas até 1995. Quando o GT1 911 foi revelado em 1996 a Porsche mostrou que tinha explorado o livro de regras e surpreendeu a comunidade desportiva. Ao invés de desenvolver uma versão de corrida de um de seus modelos que de rua, Stuttgart desenvolveu um esporte-protótipo de corrida a fim de cumprir com os regulamentos de uma versão legal rua. O 911 GT1 Straßenversion (versão de rua) apesar do nome, tem muito pouco em comum com o 911 do seu tempo. O seu chassi frontal foi partilhado com o então (993) 911, enquanto que a parte traseira do carro foi derivado do Porsche 962. O radiador, twin-turbo e intercooler, quatro válvulas por cilindro flat-6 foi montado entre eixos, diferente do 911. Os 600cv levavam os 950 kg do Porsche GT1 a 330 km/h. Diferente do GT2, o GT1 possuia só 2 válvulas por cilindro e venceu na sua categoria em Le Mans. Perdendo a vitória geral para o protótipo Porsche WSC 95. Obteve a vitória geral de Le Mans em 1998. O Porsche 911 GT1 manteve a briga cabeça a cabeça como Mercedes CLK GTR nas pistas e fora delas.

 

O último Porsche a vencer Le Mans, o Porsche 911 GT1 evo é sensacional.

 

Veja o Porsche 911 GT1 nas mãos de Mark Webber:

Porsche WSC-95

Em 1995 a Porsche autorizou o desenvolvimento conjunto de um carro com a TWR (Tom Walkinshaw Racing). O chassi derivado do Jaguar XJR-14 foi modificado pela Porsche e equipado com o consagrado motor flat-6 3.0 do Porsche 956. Inicialmente concebido para correr na IMSA americana, em 1996 a competição mudou suas regras e o WSC-95 competiu nas 24 horas de Le Mans, faturando o primeiro lugar geral de 1996 e 1997. Enquanto o Porsche 911 GT1 utilizava o motor 3.2, o Porsche WSC-95 conseguiu, por ser mais leve, um excelente consumo de combustível para longas distâncias, deixando o GT1 brigando com os Mercedes CLK GTR.

 

O Porsche WSC-95 foi construído no chassi de um Jaguar e equipado com o motor do Porsche 956. Venceu em Le Mans em 1997 e 1998 com um consumo record de combustível.

 

Porsche LMP1-98

Em 1998 a Porsche transformou o WSC-95 no carro oficial da marca, mudando seu nome para LMP1-98. Equipando com o mesmo motor do Porsche 911 GT1, o flat-6 3.2 L. Infelizmente, por problemas elétricos e acidentes, o carro não finalizou as 24 horas de Le Mans e o projeto foi interrompido.

O Porsche LMP1-98 substituiu o WSC-95 mas não chegou a completar nenhuma corrida.

 

Com a morte de Ferry Porsche, os esforços de copetição da Porsche foram interrompidos. A equipe de engenharia foi transferida para o desenvolvimento do Porsche Cayenne, esfriando os ânimos da equipe oficial Porsche. Não perca a Parte 7 da história e a trajetória da Porsche no século 21.

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